Continuando a série de livros que tenho lido em função do workshop de "Narrativas de Viagem", fiquei absolutamente encantando com o livro de Ítalo Calvino, "As Cidades Invisíveis". Justo nessa aula, infelizmente, tive que faltar, mas mesmo assim continuei minha leitura do livro.Cada capítulo do livro descreve uma cidade visitada por Marco Polo e relatada para o imperador Kublai Khan. Os capítulos também são separados por categorias: as cidades e a memória, as cidades e os símbolos, as cidades e o desejo, as cidades e o nome, etc. Portanto, cada leitura de capítulo se completa, mas ao mesmo tempo se intercala com as demais. Por exemplo, fala-se de Anastácia que é uma cidade "no qual nenhum desejo é desperdiçado e do qual você faz parte, e, uma vez que aqui se goza tudo o que não se goza em outros lugares, não resta nada além de residir nesse desejo e se satisfazer". Sobre Anastácia conclui que "você acha que está se divertindo em Anastácia quando não passa de seu escravo". Ou sobre a memória, a cidade de Zora, "obrigada a permanecer imóvel e imutável para facilitar a memorização, Zora definhou, desfez-se e sumiu. Foi esquecida pelo mundo".
