6 de mai. de 2011

New York New York - Musical


Fui assistir o musical "New York New York", com Alessandra Maestrini e Juan Alba. Confesso que depois de ter visto o musical "Mamma Mia" (que foi muito fraco), estava com minhas expectativas bastante reduzidas. Por isso, o espetáculo me impressionou pela qualidade do elenco, dançarinos e coreografias (inclusive com excelentes sapateados). A realização é muito correta, principalmente, nas interpretações de Maestrini e do restante do elenco, em canções clássicas americanas, como a canção título, My Way, Fever, The Man I Love, etc. Simone Gutierrez, por exemplo, simplesmente arrasa em um número de Fever. Maestrini está muito bem em "New York New York", mas parece contida demais, se compararmos com Liza Minelli (video video abaixo), mas cada um no seu estilo. O que prejudica mesmo a peça é a trama muito chatinha, ainda bem que não tão dramática como no filme homônimo do Scorsese.





Propaganda do Google


Uma graça de vídeo... Propaganda bem feita é outra coisa, né?



Supremo reconhece união de homossexuais


05/05/2011 - 20h30

Por unanimidade, Supremo reconhece união estável de homossexuais

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília




Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (5) reconhecer as uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e inclusão em planos de saúde. A decisão pode ainda facilitar a adoção, por exemplo.

3 de mai. de 2011

Quem viaja comigo tem que...


Hoje vou começar uma série relacionada a viagens: "Quem viaja comigo tem que...", que vai falar um pouco das coisas inusitadas que as pobres vítimas que viajam comigo têm que passar. Então, lá vai:

1 - Pegar ônibus

Não sei dirigir, não gosto de dirigir. Então exceto se eu viajo com alguém que saiba dirigir, normalmente dependo do transporte público para ir aos lugares. Também odeio excursão, pacotes, andar em grupos de pessoas que eu não conheço, seguir guias, etc. A coisa que eu mais prezo em uma viagem é ter independência.

Horários de ônibus em Mykonos
No ano passado, por exemplo, fiquei preocupado quando fomos para as ilhas gregas. Em vários sites eu li que o transporte público era ruim, que os ônibus eram escassos e que o melhor mesmo era alugar uma motoneta. Portanto, quase desisti de ir para lá por causa desse empecilho. Mas afinal fomos e no final das contas deu tudo certo, pois tinham ônibus para vários destinos e com horários regulares. Até tinham horários fixados e, por incrível que pareça, eles eram rigorasamente seguidos. Então, nada como poder ir até as praias de Mykonos em um maravilhoso ônibus coletivo.

Mês passado, foi a vez de Fortaleza. Foi um parto conseguir descobrir como chegar nas praias mais distantes de Fortaleza de transporte coletivo. Em certo dia, por exemplo, fui até o posto de informações turísticas e perguntei como chegar ao Beach Park de ônibus (o parque fica a cerca de 30 minutos de Fortaleza). A moça olhou para mim com uma cara assustada (de quem pensa, afinal, se a pessoa vai pagar 100 reais para entrar no Beach Park, porque quer ir de ônibus?) e disse que eu poderia ir de van por uma empresa e pagar 25 reais. Eu perguntei se era assim que as pessoas que moram em Fortaleza e trabalham lá vão. Ela me olhou com uma cara ainda mais surpresa e disse que era a melhor opção.

Turistas nos passeios em Morro Branco,
corremos pelo labirinto de falésias enquanto tirávamos
fotos de qualquer jeito,
tudo  para conseguir seguir o guia
Em outra ocasião, fomos de van para Morro Branco, Praia das Fontes e Canoa Quebrada. Apesar de caro, devo admitir que o trajeto foi acompanhado de um guia que deu várias informações importantes sobre a região, até fez várias piadinhas divertidas sobre os cearenses e conseguimos visitar três praias distantes no mesmo dia, coisa que de ônibus (em particular no Ceará) seria quase inviável. Por outro lado, tivemos que esperar as pessoas da van pararem para tirar dinheiro em caixa eletrônico, ou comprarem remédios, ou comprarem sorvete enquanto todas as outras pessoas aguardavam dentro da van, ou outras necessidades que não eram as nossas, e ainda que tivemos que seguir os horários do passeio, visitar lugares sob uma pressão constante para que fossemos mais rápido ou ainda parar em pontos turísticos dispensáveis, como um comércio de rapaduras. Portanto, nada como fazer o que você quer, a hora que você quer e no lugar que você quer, ainda que seja de ônibus.


2 de mai. de 2011

Novelas, novelas, novelas...


Desde criança era muito fã de novelas. Hoje nem tanto. O tempo passou, mas a maior parte dos novelistas se manteve. Portanto, as novelas continuam as mesmas, ou um pouco pior. Lógico, eles são mestres e acertam em algumas coisas, mas no geral falta a originalidade e o empenho dos primeiros trabalhos. Vide Gilberto Braga, por exemplo.

Atualmente assisto com grande prazer cada capítulo da novela "Vale Tudo", talvez a melhor novela de todos os tempos. Tá certo os capítulos que estão passando agora no canal Viva já mostram uma pequena "barriga" na novela. Mas até por volta do capítulo 70 a novela arrasou. E não era por causa de Odette Roithman, a grande vilã de todos os tempos e que todo mundo associa com a novela. O grande trunfo da novela era a trajetória oposta de duas personagens, mãe e filha: Raquel Accioly (Regina Duarte), tentando seguir a vida dentro de padrões éticos; e Maria de Fátima (Glória Pires), disposta a qualquer coisa para vencer na vida. Existe tema mais relevante para o Brasil do que essa discussão? Será mesmo possível vencer na vida sem se corromper, e até onde as pessoas realmente seguem padrões éticos ou não (vide personagens como o Ivan de Antônio Fagundes). A novela ainda tem personagens fascinantes como a inesquecível cherry Solange de Lídia Brondi, a alpinista social Aldeíde de Lília Cabral ou o irremediável otimista e inocente Poliana de Pedro Paulo Rangel.

Hoje temos "Insensato Coração", uma novela com um vilão absolutamente flat, que é o Léo de Gabriel Braga Nunes, ou um casal protagonista sem muito carisma. Uma ou outra trama paralela ganham destaque, como a de Glória Pires na cadeia, mas no geral a qualidade fica muito longe do passado.

E como não se divertir com a reprise de "Vamp", novela do "tempo que os vampiros não brilhavam na luz do sol", como anuncia o comercial do Viva. Além da trama vampiresca, trash mas divertida, temos um casal divertido e cativante: Reginaldo Faria e Joana Fomm, e seus 12 filhos.

Mas nem tudo está perdido na disputa novelas de hoje em dia contra novelas de antigamente. Uma das últimas novelas que tinha assistido com imenso prazer e procurando não perder nenhum capítulo havia sido "A Favorita" de João Emanuel Carneiro (que colaborou nos roteiros de "Central do Brasil" e "Cronicamente Inviável", dois dos meus filmes brasileiros prediletos). A novela simplesmente arrasou e revolucionou o gênero, trazendo nos seus primeiros capítulos duas protagonistas interpretadas pelas excelentes Patrícia Pillar e Claudia Raia. O público não sabia qual das duas era a vilã. Lógico, com uma novidade dessas, a novela não foi muito bem da audiência, mas depois que a vilania da Flora (Patrícia Pillar) foi revelada, as coisas começaram a melhorar e a novela terminou muito bem. A novela ainda trazia Carmo Dalla Vecchia, como Zé Bob, um papel chave, e o ator agora participa de "Cordel Encantado".

Aliás, está aí outra novela que representa um frescor para a dramaturgia brasileira. A novela de Thelma Guedes e Duca Rachid (que já foram supervisionadas por Carneiro em "Cama de Gato", a novela anterior das duas) é um primor de fotografia e direção de arte, e conta com um ótimo elenco. Mas o que se destaca mesmo é o roteiro, que mistura a busca de uma princesa (no casal, não é princesa do Brasil, ainda bem...), uma cidade sertaneja e um núcleo de cangaceiros. Basta assistir alguns capítulos para notar que a novela tem muito potencial, tem várias possibilidades de história interessantes para se desenvolver. Para ler mais sobre a novela, sugiro o artigo do Blog NaTV, que fala bem sobre as virtudes da novela.

http://natvcritica.blogspot.com/2011/04/um-encanto-de-novela.html

E é isso aí. Falar de cultura brasileira sem falar de novela é meio difícil, até mesmo se for pra falar mal. Mas assim como os Estados Unidos têm as séries/seriados, nós temos nossas novelas, que todo mundo gosta de torcer o nariz, mas que vez por outra a gente sempre acaba assistindo algum capítulo.

Ricky


François Ozon é um diretor francês de estilo bem diverso. Gostei muito de alguns filmes dele, como "O Tempo que Resta" e "Sitcom". Mas em cada filme ele busca um gênero novo. Aqui, o tema é sobre uma mãe e uma filha pouco convencionais, a filha parece mais madura que a mãe. O filme é bem construído e dirigido, principalmente no início que mantém um clima de suspense, no entanto fui ao cinema sabendo demais sobre a história. No final, uma das cenas pareceu destoar do realismo proposto no restante do filme. Mas mesmo assim, não prejudica e o filme propõe uma instigante mensagem.

Minha Cotação: * * *

1 de mai. de 2011

Premiação da Academia Brasileira de Cinema




Anunciados os finalistas do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
http://revistadecinema.uol.com.br/pagina_conteudo_listagem.asp?id_pagina=65&func=1&id=1882



Os longas “Tropa de Elite 2” e “Chico Xavier” lideram, com 16 indicações cada, a lista de nomeados ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2011. Outros filmes que apareceram bem na lista foram “As Melhores Coisas do Mundo” e “Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo”. Os vencedores serão anunciados no dia 31 de maio. O público poderá votar nos seus preferidos nas principais categorias, via site:




Confira os finalistas:



30 de abr. de 2011

Thor


Kenneth Branagh fez alguns filmes que adoro, principalmente os inspirados em Shakespeare, como "Hamlet" e "Muito Barulho por Nada". Não sobra muito desse diretor aqui em "Thor", que segue a linha de outros filmes inspirados em HQ. Apesar dessa mudança, o produto final é satisfatório, resultando em um bom filme de ação, principalmente nas cenas passadas em Asgard, que são pura fantasia, apesar dos efeitos visuais não serem dos melhores (assistir no IMAX parece ajudar a enxergar os defeitos ainda melhor). Ver o Thor voando com o martelo lembra um pouco as meninas super poderosas atacando um inimigo, mas o filme consegue entreter como uma boa história em quadrinhos. 


Minha Cotação: * * *


THOR
Celso Sabadin
http://cinema.cineclick.uol.com.br/criticas/ficha/filme/thor/id/2707


Sim, funciona! Thor não é o melhor nem o pior filme de super-herói já realizado, mas funciona. O grande medo dos fãs era saber se os produtores conseguiriam transpor para as telas de cinema, sem cair no ridículo, a fascinante história do deus nórdico de cabelos loiros esvoaçantes e seu poderoso martelo, que tanto sucesso faz desde 1962, ano em que surgiu, nos quadrinhos, pelas mãos de seus criadores Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby.

Bom, criadores do personagem no universo HQ, que fique bem claro, pois a figura de Thor é milenária dentro da mitologia. Tanto que no idioma inglês, que batiza cada dia da semana em homenagem a um deus ou a um astro, a quinta-feira recebeu o nome de Thursday, corruptela deThor´s Day, ou o dia de Thor.

Mas vamos ao filme. Thor começa mostrando a luta pelo poder no reino planetário de Asgard, onde o soberano Odin (Anthony Hopkins) prepara a sucessão entre seus dois filhos: Thor (o australiano Chris Hemsworth) e Loki (o inglês Tom Hiddleston). Não confundir com Lóki, o belo documentário sobre Arnaldo Baptista.

Thor é mais destrambelhado e impulsivo, enquanto Loki parece mais equilibrado. Anthony Hopkins, que já foi pai do Zorro e pai do Lobisomem, agora na pele de pai de Thor, dá a ele a preferência do trono. Mas como um bom drama shakespeariano, uma briga de vida e morte pelo poder real culminará com o banimento de Thor, que cai na Terra sem os poderes do martelo.

O filme se desenvolverá em dois planos: o de Asgard, permeado por uma direção de arte de gosto duvidoso, misto de art-déco com National Kid; e o da Terra, mais divertido, onde um Thor malhado e sem poderes provoca suspiro nas meninas. Principalmente da jovem cientista Jane (Natalie Portman, de Cisne Negro).

Esta divisão da ação em dois universos distintos e complementares mostra-se uma boa solução de roteiro. As cenas em Asgard caem como uma luva na preferência dos fãs de grandes batalhas, momentos épicos, ação e aventura mítica. Enquanto a Terra serve de cenário para pitadas de romance e bom humor, fechando assim uma estratégia que claramente visa agradar a todos os públicos e – claro – todos os bolsos. Afinal, não dá para brincar muito quando se tem nas mãos um orçamento estimado em US$ 150 milhões.

Sobra ainda um verniz, como dissemos, shakesperiano, que fornece uma espécie de aval para quem não quiser ver o filme com olhos única exclusivamente de entretenimento. Talvez por isso tenham convidado Keneth Brannagh, de longa experiência no quesito Shakespeare, para a direção.

Falta, certamente, o charme que um Robert Downey Jr. conferiu aos dois divertidos episódios de Homem de Ferro, já que Chris Hemsworth não proporciona exatamente um show de carisma. Mas mesmo assim tem bom ritmo e funciona. Não é o filme inesquecível de HQ do ano, mas também não faz feio.

Ah, como quase sempre, o 3D é bastante dispensável.




FICHA TÉCNICA
Diretor: Kenneth Branagh
Elenco: Natalie Portman, Chris Hemsworth, Anthony Hopkins, Samuel L. Jackson, Kat Dennings, Stellan Skarsgård, Idris Elba, Stuart Townsend, Ray Stevenson, Tom Hiddleston, Rene Russo,Jaimie Alexander.
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Ashley Miller, Mark Protosevich e Zack Stentz.
Fotografia: Haris Zambarloukos
Trilha Sonora: Patrick Doyle
Duração: 114 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Paramount Pictures
Classificação: 10 anos