29 de ago. de 2012

Rock of Ages


Tom Cruise arrasa em "Rock of Ages"
Filme retrata rock dos anos 80 e diverte mais quando não se leva a sério 


"Rock of Ages" é um musical que retoma vários "clássicos" dos anos 80, músicas chicletes que estão tatuadas em nossa memória. Só para citar alguns exemplos, "More than Words" (Extreme), "I Wanna Rock" e "We're not Gonna Take it" (Twisted Sister), "Here I go Again" (Whitesnake), "We Built this City" (Starship) e "Wanted Dead or Alive" (Bon Jovi). Mas o grande destaque do musical é a música "Don't Stop Believin' " (Journey), que é uma das músicas mais conhecidas cantadas pelo pessoal do seriado Glee.

24 de ago. de 2012

O Vingador do Futuro


Colin Farrell em papel que foi de Arnold Schwarzenegger
Refilmagem de clássico da ficção científica dos anos 90, "O Vingador do Futuro" desperta desejo de rever o original, mas também tem seus méritos


"O Vingador do Futuro" é uma refilmagem do clássico de ficção científica homônimo (Total Recall, 1990) dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Arnold Schwarzenegger no papel de Douglas Quaid. Os estúdios de cinema estão fazendo diversos remakes, nem sempre conseguem um objetivo satisfatório, mas despertam o interesse dos fãs das versões originais. Quando vi o trailer dessa refilmagem, fiquei ansioso para ver o filme, já que "O Vingador do Futuro" é um dos meus filmes de ficção científica preferidos e a direção de arte dessa nova versão parecia ser impressionante.

23 de ago. de 2012

360


Maria Flor e Anthony Hopkins em cena de "360"
Novo longa de Fernando Meirelles pretende mostrar como a vida de desconhecidos pode estar entrelaçada

O novo longa de Fernando Meirelles ("Cidade de Deus"), "360" é uma história com diversos personagens, cujas histórias se entrelaçam. Para tanto, a história atravessa diversos países, como Áustria, Inglaterra, França e Estados Unidos e reune elenco de diversas nacionalidades, entre elas os brasileiros Maria Flor ("Xingu") e Juliano Cazarré ("Febre do Rato"). Em entrevista, Meirelles lembra que os personagens brasileiros não são inserção sua, mas já estavam presentes no roteiro de Peter Morgan ("A Rainha").

16 de ago. de 2012

A Tentação


Charlie Hunnan e Patrick Wilson estabelecem um interessante
embate ideológico e dramático em "A Tentação"
Ao contrário do provérbio, "A Tentação" é um filme em que religião se discute

Sempre é louvável quando um filme aborda um tema que não é muito comum no cinema. É o caso desse "A Tentação" (The Ledge, 2011), do diretor e roteirista Matthew Chapman.  No caso, aqui o tema a ser discutido é a religião. Se você acredita que religião e política não se discutem, talvez seja a hora de rever esses conceitos, uma vez que muito de nossas vidas é regulada por esses dois assuntos. No filme, Gavin, um homem ateu (Charlie Hunnan, da versão inglesa de Queer as Folk) se envolve cada vez mais com um casal de vizinhos religiosos (Liv Tyler e Patrick Wilson). O filme também poderia ser resumido de outra forma: um policial que acaba de viver uma péssima descoberta sobre sua vida familiar tem que lidar com um homem, Gavin, que está no alto de um prédio, prestes a se jogar. No entanto, a primeira story-line resume o que filme tem de melhor.

9 de ago. de 2012

Howl


James Franco, como Ginsberg, falando sobre seus pensamentos
Filme sobre Allen Ginsberg disseca o poema Howl misturando documentário, animação e filmes de julgamento

Allen Ginsberg é um dos poetas do movimento beat norte-americano. Se você assistiu recentemente o filme "Na Estrada", de Walter Salles, sabe quem são eles. Ginsberg aparece no filme de Salles, com o nome de Carlo Marx e interpretado por Tom Sturridge. A literatura beat, famosa pelas obras de Ginsberg, Jack Kerouac (autor de "On the Road", obra que inspirou o filme de Salles) e William S. Burroughs (autor de "Naked Lunch", também adaptado para o cinema por David Cronemberg e no filme de Salles interpretado por Viggo Mortensen), privilegiou uma forma de tentar retratar a realidade como ela é, sem pudores e procurando mostrar a liberdade, a loucura e o espírito errante de algumas pessoas. Leia mais sobre o autor em artigo da revista Cult.

4 de ago. de 2012

Bem-Amadas


Catherine Deneuve e Chiara Mastroianni em cena de "Bem-Amadas"
Em "Bem-Amadas" (Les bien-aimés, 2011), o diretor francês Christophe Honoré retorna ao musical do delicioso "Canções de Amor", de 2007.

Se em "Canções de Amor" éramos surpreendidos pelas canções, que subitamente eram interpretadas pelo elenco em situações cotidianas, aqui o efeito é repetido. Alex Beaupain, o autor das músicas do filme anterior, repete a parceria com Honoré. Mas se em "Canções de Amor", as músicas eram lindas e colaboravam para a intensidade dramática do filme, aqui elas no geral não possuem a mesma qualidade.

21 de jul. de 2012

Na Estrada


"Na Estrada" é um filme que trata do desejo de viajar. Não somente sobre uma viagem, mas sobre várias, e como elas modificaram a vida (e o relacionamento) de dois amigos e deram origem a uma obra de arte. A arte no caso é o livro "On the Road", de Jack Kerouac, clássico da literatura beat norte-americana. Walter Salles, diretor de "Na Estrada", entusiasta de filmes de viagem, já dirigiu road movies como "Central do Brasil" ou "Diários de Motocicleta". Conforme Walter Salles declarou em Cannes, "quanto mais você se distancia das raízes, do ponto inicial, mais você ganha perspectiva sobre quem você é, de onde veio e, eventualmente, quem quer ser."

9 de jul. de 2012

O Espetacular Homem-Aranha


Quando assisti ao trailer de "O Espetacular Homem-Aranha" nos cinemas, achei estranho que o filme recontava a origem desse super-herói, sendo que o outro filme, dirigido por Sam Raimi e estrelado por Tobey Maguire, já fazia isso bem. Ao invés de fazer o Homem-Aranha 4, a Sony anunciou que iria lançar um novo Homem-Aranha, com nova equipe e elenco. Talvez uma boa história possa ser contada várias vezes, desde que se mude algumas coisas. Aqui, por exemplo, o Peter Parker de Andrew Garfield não é tão nerd quanto o de Maguire (anda de skate além de fotografar) e seu interesse romântico não é a Mary Jane, e sim a Gwen Stacy de Emma Stone. As mudanças não param por aqui, algumas para melhor, outras para pior.

No que diz respeito às piores, é preciso abandonar de vez qualquer apelo à verossimilhança no início do filme, quando em particular vemos uma adolescente de 17 anos responsável por uma função de importância em uma empresa, ou o protagonista entrando ridiculamente fácil em áreas secretas e cheias de tecnologia dessa mesma empresa. No que diz respeito às melhores, todo o envolvimento entre Peter e Gwen é desenvolvido de forma interessante e cativante, também em grande parte ao talento de seus intérpretes, e certos detalhes como manter a personalidade secreta do herói são abandonados logo para irmos direto ao que interessa.