17 de jun de 2012

Apenas uma Noite

"Apenas uma Noite" é um filme que mostra como é frágil e delicado um casamento. Em particular, acompanha as dúvidas e inseguranças de um casal que precisa lidar com possibilidades de traição.

Em início particularmente interessante, durante uma festa, Joanna (personagem de Keira Knightley, de "Um Método Perigoso" e da série "Piratas do Caribe") nota pouco a pouco um possível interesse do marido Michael (Sam Worthington, de "Avatar") por outra mulher, em cena amarrada por uma bela trilha sonora minimalista. Posteriormente, o marido viaja e os dois passam a viver situações semelhantes, em que ambos lidam com a possibilidade de traição. Enquanto acompanhamos os dilemas de Joanna, o filme enriquece bastante, com trama e atuações intensas. Já na tentação de Michael pela colega de trabalho Laura (Eva Mendes), a trama não é tão rica.



De qualquer forma, o filme explora bem as nuances de seus personagens, desde fatos do passado (como o motivo da separação de Joanna e seu antigo namorado) como características pessoais (o fato, por exemplo, de Joanna não gostar muito de falar sobre ela mesma). Personagens que poderiam soar estereotipados, como a colega que tenta seduzir Michael, ganham profundidade. O painel do casamento é composto por vários tipos, desde a mulher que está casada mas ainda tem um interesse por outro homem, ou o homem que vive constantemente sob tentação, ou a mulher que já foi traída e não acredita que a fidelidade é importante, ou o homem que é incapaz de se prender a uma mulher só, mesmo que a ame.  

Um filme que provavelmente irá fazer muito sentido para quem é casado ou para quem já viveu um relacionamento mais duradouro.

Nota: A participação do ator Griffin Dunne, do filme "Depois de Horas", de Martin Scorsese, remete a esse excelente filme de Scorsese em que toda a ação também se passa em apenas uma noite. 

Cotação do Janela Indiscreta: * * * *


OUTRAS CRÍTICAS | CINEMA COM RAPADURA
Apenas uma Noite: um maduro e subestimado romance

Em sua estreia como diretora, a iraniana Massy Tadjedin entrega um filme envolvente e simples sobre amor, respeito e os segredos de um casamento
por Darlano Didimo

Uma mistura do recente “Namorados Para Sempre” com “Closer- Perto Demais” e com um toque todo particularmente seu. O subestimado “Apenas uma Noite”, que foi lançado ainda em 2010, trata os relacionamentos afetivos com a mesma sobriedade dos dois filmes citados. Mas se falta um pouco de originalidade em sua narrativa, sobra em intensidade, profundidade e maturidade. Escrito e dirigido pela iraniana Massy Tadjedin, o longa se revela uma grata surpresa endossada por atores renomados que sabem como aproveitar a qualidade desse delicado roteiro sobre amor, sexo, casamento e traição.

(...)

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http://cinemacomrapadura.com.br/criticas/265680/apenas-uma-noite-um-maduro-e-subestimado-romance/




FICHA TÉCNICA
Diretor: Massy Tadjedin
Elenco: Keira Knightley, Sam Worthington, Eva Mendes, Guillaume Canet, Anson Mount, Griffin Dunne, Stephanie Romanov, Scott Adsit, Daniel Eric Gold, Stephen Mailer, Justine Cotsonas
Produção: Christophe Riandee, Massy Tadjedin, Nick Wechsler
Roteiro: Massy Tadjedin
Fotografia: Peter Deming
Trilha Sonora: Clint Mansell
Duração: 90 min.
Ano: 2010
País: EUA/ França
Gênero: Romance
Cor: Colorido
Distribuidora: Vinny Filmes
Estúdio: Gaumont / Nick Wechsler Productions / Star Entertainment
Classificação: 12 anos


2 comentários:

  1. É um filme que faz pensar nas realidades paralelas de toda relação humana, em particular das relações íntimas. A forma como é abordada a tentação de ambos os lados é muito interessante. Fabio, só não concordo com você que a situação do homem seja menos rica que a de sua mulher, porque ambos vivenciam desafios muito intensos e o contraponto entre o que pode ocorrer com um é como uma declaração dos acontencimentos do outro. Pra mim, um filme nota 10.

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  2. A participação do Griffin Dunne é uma delícia. O cara mais brincalhão, mas que entende muito sobre relacionamentos e sabe, com sua inconveniência, revelar para os personagens a beleza e o ridículo do que estão vivendo.

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